Capa da edição n. 13 da revista Lotus International (dez. 1976), com o tema "Rinnovo Urbano / Urban Renewal", onde foi publicada a apresentação de Rossi para o painel La Città Analoga (1976), assim como a crítica de Manfredo Tafuri.
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Na obra em questão, Rossi e seus colaboradores elaboraram uma colagem onde são justapostos desenhos e imagens coletados em livros e arquivos, com referências vão desde as mais remotas até a produção contemporânea, incluindo obras dos próprios autores. A faixa central é dominada por projetos dos autores, como o edifício do Bairro Gallaratese, a Praça em Segrate, um detalhe da proposta do Cemitério de San Cataldo em Módena (sobreposto a um desenho de Cidade Ideal Vitruviana, de Giovanni Battista Caporali) e as Casas em Borgo Ticino. Outros elementos de destaque incluem a proposta para o Complexo Residencial em San Rocco, um detalhe de um desenho de Aldo Rossi conhecido como Espaço Fechado, Vista Interna (1974) [Spazio Chiuzo, Interno] e, no canto superior direito, um detalhe do quadro Davi e Golias (ca. 1625), de Tanzio da Varallo. Em mais detalhe, identificam-se também desenhos de Piranesi, uma planta baixa da Catedral de Ronchamp, de Le Corbusier, além de obras que vão do Renascimento ao Barroco.
O painel acaba se tornando uma síntese gráfica da teoria da Cidade Análoga - e um aprofundamento das questões lançadas em "A Arquitetura da Cidade" (1966) - onde o tema central está na noção de projeto para a cidade contemporânea a partir da investigação e da imaginação histórica, apoiado na leitura crítica de experiências precedentes. Esta teoria vinha sendo desenvolvida desde o final dos anos 1960 por Rossi, antecipada por textos como "L'Architettura della Ragione come Architettura di Tendenza" (1969), "I Caratteri Urbani delle Città Venete" (1970) e um texto iniciado ainda em 1972, apresentado como introdução à primeira edição portuguesa de "A Arquitectura da Cidade" (1977). Apesar de os autores não considerarem necessário um texto que explicite a teoria da Cidade Análoga, o que acaba reforçando seu caráter fragmentário, Rossi publica o texto "La Città Analoga: Tavola" numa edição da revista Lotus International (n. 13, dez. 1976), como apresentação e ampliação dos debates colocados pelo painel. O texto foi seguido, na mesma edição, de uma dura apreciação crítica de Manfredo Tafuri. Também entre 1975-76, Rossi publica o texto "La Arquitectura Análoga" / "An Analogical Architecture" que amplia a discussão sobre o tema
Embora se tenha perdido o exemplar da Bienal de Veneza de 1976, conta-se com uma reprodução no acervo do Bonnefantemmuseum de Maastricht. Existe também uma versão intermediária do painel que faz parte do acervo do Centro Pompidou - apresentada ao público em 2012, na exposição "La Tendenza: Architectures Italiennes, 1965-1985". Em 2015, por ocasião da exposição "Aldo Rossi: The Window of the Poet", publicou-se o panfleto "The Analogous City, The Map", resultado da pesquisa de Dario Rodighiero, com um levantamento exaustivo das referências e desenhos apresentados no painel.
COHEN, Jean-Louis. La coupure entre architectes et intellectuels, ou les enseignements de l'italophilie. [ed. rev.]. Bruxelas: Éditions Mardaga, 2015.
RETTO JUNIOR, Adalberto da Silva. Indagações a partir do livro L'architettura della Città, de Aldo Rossi. Resenhas Online, São Paulo, n. 07.078, jun. 2008. Portal Vitruvius. Disponível em <http://www.vitruvius.com.br/>. Acesso em 24 fev. 2012.
RODIGHIERO, Dario. The Analogous City, the map. Lausanne: EPFL; Éditions Archizoom, 2015.
ROSSI, Aldo. La città analoga: tavola = The analogous city: panel. Lotus International, Milão, n. 13, p. 5-9, dez.1976.
SZACKA, Léa-Catherine. Debates on display at the 1976 Venice Biennale. In: ARRHENIUS, Thordis et. al. (Ed.). Place and displacement: exhibiting architecture. Zurique: Lars Müller, 2014. p. 97-112.
TAFURI, Manfredo. Ceci n'est pas une ville. Lotus International, Milão, n. 13, p. 10-13, dez. 1976.
Aldo Rossi, 1976:
"Mas por que, no início deste texto, eu relacionei o tema da cidade análoga à realidade concreta e política da nossa situação? Porque acredito que o técnico e/ou artista deve oferecer alternativas para o crescimento das cidades, de modo que estas alternativas possam ser discutidas, entendidas e, portanto, aceitas ou rejeitadas pelas pessoas que vivem nas cidades. Já se foi a era dos modelos urbanos, levando com ela a era das técnicas urbanas, da autodescrição e das funções apresentadas como solução.
A cidade deve ser tratada como caso a caso, reunindo e desenvolvendo as suas contradições, diretamente, dia após dia. Os famosos Planos reguladores seriam ridículos se não fossem tão trágicos em seus resultados: sempre são um fracasso, nunca são efetivados, acabam destinados a uma espécie de função penitencial através de um zoneamento que, todavia, nunca é implantado seriamente."
"[...] Uma das poucas coisas que construí - a unidade residencial no Quartiere Gallaratese em Milão - é enriquecida, aos meus olhos, pela presença ou mistura com a arquitetura de Carlo Aymonino; mas não creio que seja apenas uma impressão minha e, sim, um fato objetivo. Trata-se mais uma vez de um caso, quase inesperado em seu confronto formal, da importância das associações ou analogias.
Seguindo este caminho a arquitetura pode, também, construir um projeto de futuro e concebê-lo contra aqueles que têm medo do futuro; aceitando, por exemplo, as condições parcialmente transformadas ou melhoradas - pelo menos em nossas esperanças - para propor e acelerar o desenvolvimento de nossas cidades.
Entre passado e presente, realidade e imaginação, a cidade análoga talvez seja simplesmente a cidade que deve ser projetada dia após dia, afrontando-se os problemas e superando-os, com uma leve certeza de que as coisas, ao fim, serão melhores."
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"Ma perché ho riportato all'inizio di questo scritto il tema della città analoga alla realtà concreta e politica della nostra situazione? Perchá credo che il tecnico e/o I'artista debba offrire delle alternative allo sviluppo della città per fare in modo che queste alternative siano discusse, capite, e quindi accettate o respinte dalla gente che vive la città. É finita I'epoca dei modelli urbani e insieme ad essi è finita anche I'epoca delle tecniche urbane, dell'autodescrizione, della funzione spacciata per soluzione.
La città si risolve volta per volta, accogliendo e sviluppando le proprie contraddizioni, giorno per giorno, direttamente; ridicoli, se non fossero tragici nei loro risultati, i famosi Piani Regolatori sempre falliti, mai compiuti, destinati ad una specie di funzione penitenziale attraverso la zonizzazione peraltro mai seriamente attuata."
"[...] una delle poche cose che ho costruito, l'unità residenziale al Quartiere Gallaratese a Milano è ai miel occhi più ricca per la presenza o la commistione con l'architettura di Carlo Aymonino; ma non credo che questa sia una mia impressione ma piuttosto un fatto oggettivo. È ancora un caso, quasi imprevisto nello scontro formale, dell'importanza delle associazioni o analogie.
Su questa strada anche l'architettura può costruire un progetto del future e immaginarselo contro coloro che hanno paura del futuro; accettando per esempio le condizioni in parte cambiate o migliorate, almeno nelle speranze, per le nostre città per proporre e accelerare lo sviluppo.
Tra passato e presente, realtà e immaginazione, la città analoga è forse semplicemente la città da progettare giorno per giorno, affrontando i problemi, superandoli, con una discreta certezza che alla fine le cose saranno migliori."
ROSSI, Aldo. La città analoga: távola = The analogous city: panel. Lotus International, Milão, n. 13, p. 5-9, dez. 1976, grifo do autor. Trad. livre.
"Também não existe ‘lugar' para a ‘cidade análoga' de Rossi. Logo abaixo da composição poderia muito bem se encontrar, escritas com caligrafia infantil, as palavras ‘ceci n'est pas une ville'. Tudo que resta é seguir o jogo proposto pelo arquiteto, penetrando na decifração e no reconhecimento dos elementos de seu puzzle. Como registros de viagens desencantados na memória, as montagens de Aldo Rossi renovam o desejo de um abraço ecumênico com a realidade sonhada."
"[...] [O] ‘consistir' de Rossi está, de modo contraditório, numa busca desesperada por um ‘lugar' onde possa depositar sua ‘firmeza'. O fato de que esse lugar seja o labirinto de ‘muitas belezas' reunidas em um conjunto ideal tem um significado igualmente contraditório: ele indica a necessidade de um público que ‘solicite alguma coisa', que ‘espere' respostas. É necessário recolocar os papéis recíprocos nos seus devidos lugares: não se deve responder àqueles que procuram uma ‘firmeza' consciente, mas solicitam autorizações a todo custo. O silêncio da crítica, neste caso, significa rejeitar a fragilidade do poeta que enuncia, coram populo, o desejo de se deitar, na frente de ‘seu' público, em um consolatório sofá freudiano."
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"Anche per la ‘città analoga' di Rossi non esiste ‘luogo'. Al di sotto della composizione potrebbe ben figurare la scritta, vergata con calligrafia infantile, ‘ceci n'est pas une ville'. Non rimane che seguire il gioco proposto dall'architetto, addentrandoci nella decifrazione e nel riconoscimento degli elementi del suo puzzle. Come registrazione di viaggi disincantati nella memoria, i montaggi di Aldo Rossi rinnovano il desiderio di un abbraccio ecumenico con la realtà sognata."
"[...] In tal senso, il ‘consistere' di Rossi è, contraddittoriamente, alla disperata ricerca di un ‘luogo' in cui depositare la propria ‘fermezza'. Che tale luogo sia il labirinto delle ‘bellezze molte' raccolte in un montaggio ideale ha un significato ugualmente contraddittorio: esso indica il bisogno di un pubblico cui ‘chiedere qualcosa', da cui ‘aspettarsi' risposte. È necessario ricollocare al giusto posto i ruoli reciproci: a chi ricerca una ‘fermezza' consapevole ma vuole a tutti i costi sollecitare assensi è doveroso non rispondere. Il tacere della critica significa, in tal caso, rifiutare la fragilità del poeta che enuncia, coram populo, il desiderio di stendersi, di fronte al ‘suo' pubblico, su un consolatorio divanetto freudiano."
TAFURI, Manfredo. Ceci n'est pas une ville. Lotus International, Milão, n. 13, p. 10-13, dez. 1976, grifos do autor. Trad. livre.
"Uma autobiografia científica deveria, quase certamente, falar mais da minha formação passada e recente na arquitectura; mas creio que estas notas, de Santiago de Compostela à ponte sobre o Mincio, a San Galgano, exprimem bem aquela que foi a minha participação, de forma activa e teórica, na arquitectura; reconhece-se, frequentemente, no objecto e na geografia, num objecto doméstico ou numa fotografia do Pártenon ou da Mesquita de Bursa. Viagens de família e privadas, públicas ou científicas, no sentido de que, hoje, considero todo o passado e o presente e cada desenho merecedores da afirmação ou da observação, ainda que distraída.
É-me difícil comparar-me com os meus contemporâneos porque cada vez me apercebo mais da diferença de lugar e de tempo.
Foi esta a minha primeira intuição da cidade análoga, que se desenvolveu como teoria."
ROSSI, Aldo. Autobiografia científica. Lisboa: Edições 70, 2013.
"É certo que a consciência de já ter exaurido os recursos de certo tipo de enunciado - o tratado - levará Rossi, em seguida, a mudar o eixo de sua empreitada. Se ele sucede em dar uma dimensão pública espetacular às suas análises - com a exposição de arquitetura na XV Triennale de Milão em 1973, ocasião em que o slogan um tanto equivocado da ‘arquitetura racional' é lançado - seu trabalho pessoal em arquitetura se afasta do tema do urbano para se concentrar atualmente no tema do arquétipo da memória, cristalizado pela imagem da Cidade análoga."
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"C'est sans doute la conscience d'avoir épuisé des ressources d'un certain type d'énoncé - celui du traité - qui amènera par la suite Rossi à déplacer l'axe de son effort. S'ill réussit à donner une dimension publique spectaculaire à ses analyses, avec l'exposition d'architecture de la XVe Triennale de Milan en 1973, à l'occasion de laquelle le slogan un peu équivoque d'«architecture rationnelle» est lancé, son travail d'architecture personnel l'éloignera du thème de l'urbain pour se concentrer toujours plus sur le thème de l'archétype de la mémoire que l'image de la Ville analogue cristallisera."
COHEN, Jean-Louis. La coupure entre architectes et intellectuels, ou les enseignements de l'italophilie. [ed. rev.]. Bruxelas: Éditions Mardaga, 2015, grifo do autor. Trad. livre.
"Dez anos depois do L'Architettura della Città, um livro que não propõe um modelo urbano, Aldo Rossi começa a dar forma a sua idéia de cidade, seguindo princípios presentes no livro, de que a manufatura urbana é constituída por partes autônomas e acabadas, e imaginando uma cidade em que, como nos quadros de Canaletto, somam-se e se sobrepõem às partes compondo, no final, um projeto unitário.
A teorização da Città Analoga foi elaborada a partir de 1964, na introdução do catálogo da exposição Illuminismo e architettura del ‘700 Veneto. Todavia, é por ocasião da Biennale di Venezia de 1976, que o autor apresenta uma prancha que constitui a metáfora gráfica dos estudos e investigações sobre esta idéia.
Na prancha, apresentada como uma ‘obra coletiva', apresenta a casa em Borgo Ticino, a perspectiva do Gallaratese, o traçado de Monza, a Cabine dell'Elba e outras imagens do seu repertório sobrepostas ao tecido da cidade histórica e aos seus monumentos, reproduzindo uma paisagem urbana que encontra na técnica aditiva da montagem sua construção lógica.
Neste ponto, a Città Analoga se insere imediatamente em dois filões analíticos possíveis muito difundidos pelos estudiosos de Rossi: aquele dos modelos urbanos, que sempre caracterizaram o pensar da arquitetura e da cidade e, do ponto de vista da técnica, o da montagem / collage procedimentos aditivos que filiam-se, em certa medida, à politics of ‘bricolage', base da reflexão do livro Collage City de Colin Rowe e Fred Koetter."
RETTO JUNIOR, Adalberto da Silva. Indagações a partir do livro L'architettura della Città, de Aldo Rossi. Resenhas Online, São Paulo, n. 07.078, jun. 2008, grifos do autor. Portal Vitruvius. Disponível em <http://www.vitruvius.com.br/>. Acesso em 24 fev. 2012.
"A ubiquidade da Tendenza permitia a livre associação de referências, lugares e cronologias. Rossi ilustrava essa possibilidade com o Capriccio pintado por Canaletto entre 1755 e 1759 que juntava, na mesma vista veneziana, três obras de Andrea Palladio: Ponte di Rialto, Palazzo Chiericati e a Basilica di Vicenza. Nenhuma delas existia na Sereníssima - a primeiro era uma proposta, as outros duas ficavam em Vicenza - e contudo eram um emblema de Veneza. Este espaço virtual prefigurava aquilo que veio a ser conhecido como a città análoga. Através da analogia, Rossi fazia a ponte entre a análise e o desenho mas contaminava essas actividades com as suas derivas psicológicas. Enquanto suspensão temporária do julgamento, a analogia dava espaço à coincidência e era estritamente subjectiva. Restava então saber qual o vínculo dessa montagem intelectual à realidade. Tafuri expunha o problema num artigo - Ceci n'est pas une ville [1976] - e atirava-o literalmente para o divã de Freud."
LOPES, Diogo Seixas. Tendenza, o som da confusão. Opúsculo, Porto, n. 23, mai. 2010, grifos do autor. Disponível em <http://www.dafne.com.pt/>. Acesso em 29 set. 2014.
"Europa-America não foi uma exposição espetacular. Apresentada na Magazzini del Sale, um antigo depósito de sal inutilizado, situado na Fondamenta delle Zattere, era uma mostra de projetos reais e utópicos apresentados com uma representação convencional e muitas vezes difícil de decifrar, reunidos para levantar a questão sobre o estado da disciplina em nível internacional. [...] Única exceção entre os europeus, Aldo Rossi aproveitou a exposição para produzir e expor uma de suas obras mais comentadas: A colagem Città analoga, realizada em colaboração com Eraldo Consolascio, Bruno Reichlin e Fabio Reinhart. Esta colagem, um exemplo não-convencional de fertilização cruzada entre o imaginário e a realidade, referindo-se tanto à arquitetura quanto ao problema do centro histórico das cidades, tinha uma semelhança com obras de arte surrealistas. Ainda hoje se mantém muito enigmática, mas é sem dúvidas uma das principais chaves para a teoria de projeto de Rossi."
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"Europa-America was not a spectacular exhibition. Presented in the Magazzini del Sale, an old and disused salt warehouse situated on the Fondamenta delle Zattere, it was a display of real and utopian projects presented with conventional and often hard to decipher architectural modes of representation and mounted to make a point on the state of the discipline at an international level. [...] Sole exception amongst the Europeans, Aldo Rossi used the occasion of the exhibition to produce and exhibit one of his most cited pieces of work: The Città analoga collage, realized in collaboration with Eraldo Consolascio, Bruno Reichlin, and Fabio Reinhart. An unconventional example of cross-fertilization between the imaginary and reality, this collage, referring to both architecture and the problem of the historical city center, bore a resemblance to Surrealist artworks. It remains to this day very enigmatic, but it is certainly one of the major keys to Rossi's theory of design."
SZACKA, Léa-Catherine. Debates on display at the 1976 Venice Biennale. In: ARRHENIUS, Thordis et. al. (Ed.). Place and displacement: exhibiting architecture. Zurique: Lars Müller, 2014. p. 97-112, grifos da autora. Trad. livre.
"A ‘Cidade análoga" é animada pela mutação analógica; mais precisamente, pelas mutações relacionadas a analogia, memória e identidade.
O painel está centrado nos modos de visualização e de representação cartográfica, este fenômeno muito difuso e intrinsecamente maravilhoso."
"Se - como foi observado - as convenções verbais são mais estáveis do que as figurativas, o texto de Aldo Rossi se beneficia desta condição e conserva sua frescura e legibilidade, não precisando, portanto, de revisões nem de notas.
Todavia, a sua argúcia - já que o diagnóstico e as remediações apresentadas mantêm sua relevância - se deve aos quarenta anos de péssima gestão do território que acentuam a sua urgência."
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"‘La città analoga' è animata dalla mutazione analogica; più precisamente, dal rapporto tra analogia, memoria e identità.
La tavola focalizza nei modi della veduta e della rappresentazione cartografica questo fenomeno diffusissimo e intrinsecamente meraviglioso."
"Se - come noto - le convenzioni verbali beneficiano di maggiore stabilità rispetto a quelle figurative, lo scritto di Aldo Rossi usufruisce di questa condizione e conserva freschezza e leggibilità: non necessita perciò né di riscritture né di note.
Tuttavia, deve solo alla sua acutezza se la diagnosi e i rimedi espressi mantengono intatta la loro attualità e quarant'anni di pessima gestione del territorio aggiungono loro il tratto dell'urgenza."
REINHART, Fabio. From picture panel to city-map. In: RODIGHIERO, Dario. The Analogous City, the map. Lausanne: EPFL; Éditions Archizoom, 2015. Trad. livre.
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